Dossiê do Adoçante

O que é verdade e o que é mito?

Artigo publicado por Amanda Bitte nas categorias: Produtos

Quando um programa de dieta é iniciado, a primeira ação é trocar o açúcar pelo adoçante.  Mas ele já foi indicado como uma substância nociva à saúde, com capacidade de potencializar as chances de desenvolvimento de câncer, bem como problemas neurológicos e até dores de cabeça. Mas é preciso esclarecer que nem tudo é verdade.

adoçante

O que são os adoçantes

Originalmente, os adoçantes foram desenvolvidos e criados para atender às necessidades dos diabéticos, para que pudessem adoçar seus pratos ou bebidas sem a utilização do açúcar. Com o tempo, o produto passou a ser utilizado também para auxiliar em dietas de emagrecimento, sendo que possui um baixo valor energético.

A produção do adoçante é feita a partir de edulcorantes, que são substâncias naturais ou artificiais com gosto bastante “doce”, o que por vezes acentua mais este sabor nos alimentos.

Tipos comercializados

Existem os adoçantes naturais, extraídos de plantas ou produzidos por meio de biotecnologia, e os artificiais, que passam pelas fases do processo industrial. Outros agentes, além dos edulcorantes, são adicionados ao produto, como lactose e água, utilizados para deixar o líquido mais espesso. Dentre os principais tipos de adoçantes comercializados hoje estão: o aspartame, a sucralose, o acessulfamek, a estévia, a sacarina e o siclamato.

Todos os produtos à venda no mercado hoje, estão aprovados e considerados de consumo seguro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela FDA, que é o órgão regulador internacional. São várias opções de escolha, que pode variar com o gosto e o paladar de cada consumidor.

Açúcar x Adoçante

O consumo correto de açúcar por pessoas “saudáveis” não causa problemas. A quantidade diária recomendada é a equivalente a duas colheres (sopa) por dia, o que não representará risco à saúde. Quando ingerido em excesso, ele irá elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue e consequentemente de insulina, que terá seu excesso depositado no corpo em forma de gordura.

Para quem está acima do peso ou tem problemas de saúde, como diabetes, a substituição do açúcar pelo adoçante é indicada. O consumo deve ser moderado e correto, sendo o mínimo a melhor opção. Se for consumido em pó, o correto é de 4 a 6 pacotinhos de um grama por dia, se líquido, 9 a 10 gotas por dia, isto segundo o Food and Drug Administration (FDA), que é órgão regulador da medicação e alimentos dos Estados Unidos.

Qual o melhor adoçante

Tanto o açúcar quanto os adoçantes, se consumidos em exagero, fora das indicações máximas, causarão danos à saúde. O adoçante, seja ele líquido ou em pó, se consumido por pessoas que realmente necessitam e na quantidade correta, não deverá causar problemas como especulado por muitos. O fato é que realmente existem substâncias, como sacarina e ciclamato nos adoçantes artificiais que em demasia podem causar problemas como câncer, mas as doses consumidas teriam que ser muito altas.

adoçante Stevia

Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, os adoçantes consumidos dentro do limite são absolutamente seguros e não causam mal algum. “A maioria dos limites de consumo de adoçante foi determinada em estudos com animais. A dose máxima em humanos é 10% da dose mínima que não mostrou qualquer tipo de toxidade em animais”, ou seja, a margem de segurança é muito grande.

De qualquer maneira, o adoçante considerado o mais saudável é o natural, composto geralmente de glicose, frutose e sacarose, possuindo também minerais como ferro e cálcio. O destaque fica então para stévia e  sucralose.

Amanda Bitte

Autora

Amanda Bitte é proprietária de uma clínica de emagrecimento e adora compartilhar novidades sobre bem-estar, saúde e principalmente emagrecimento.



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